Os grupos terroristas de Al-Julani estão extorquindo jovens alauítas em Tartus, Latakia, Homs e Hama, forçando-os a escolher entre pagar dinheiro ou serem falsamente acusados ​​de posse de armas.

Pague ou vá para a cadeia... Máfia e gangues visam jovens alauítas.

Segundo o relato, um dos jovens que falou com o “Syrian Truth” tinha apenas duas opções: pagar dinheiro ou ir para a prisão sob a acusação de porte de arma.

A arma não era o único problema na história. O dinheiro era o que realmente importava.

O jovem afirma que os grupos terroristas de al-Julani exigiram dele uma grande quantia em dinheiro depois de, segundo seu relato, confirmarem que ele possuía dinheiro e dirigia um carro. Caso se recusasse a pagar, a outra opção, diz ele, seria prendê-lo e forjar uma acusação de porte ilegal de armas contra ele.

Essa história se repete, segundo diversas fontes e jovens que falaram com o jornal “Al-Haqiqa Al-Suriya” em Tartus, Latakia, Homs e Hama.

Diversas fontes dos quatro governos disseram que os grupos terroristas de Al-Julani, em cooperação com informantes de dentro das aldeias e bairros das áreas mencionadas, estão chantageando jovens alauítas, dando-lhes a opção de pagar grandes somas de dinheiro ou de serem acusados ​​falsamente de posse de armas.

Segundo as fontes, nem sempre tudo começa com a equipe de segurança.

Dentro das aldeias e bairros, existem informantes que conhecem os moradores e suas circunstâncias e, segundo fontes, sabem quem tem dinheiro e quem dirige carros modernos, e então indicam às gangues terroristas de Al-Julani as pessoas que podem ser chantageadas.

Segundo esses relatos, o informante se transforma de alguém que transmite informações em parte do próprio processo de chantagem.

Então a pressão começa.

Pague ou vá para a cadeia.

Vários jovens disseram ao jornal “Al-Haqiqa Al-Suriya” que foram vítimas dessa extorsão, e alguns deles afirmaram que os valores exigidos variavam entre três e cinco milhões de libras sírias antigas.

Mas em dois casos, os números foram completamente diferentes.

Duas fontes afirmaram que os grupos terroristas de Al-Julani pediram-lhes 10 dólares, depois de confirmarem, segundo o relato delas, que tinham dinheiro e conduziam carros modernos.

Para esses jovens, pagar não era apenas uma perda financeira.

Foi, como se costuma dizer, o preço que pagaram pela sua liberdade.

A outra opção, que eles mais temem, é a prisão, seguida da fabricação de uma acusação de posse de armas e da encenação de uma "cena" mostrando que eles têm armas em suas casas.

Os afetados dizem que se encontram entre essas duas opções e que o medo de que a acusação falsa se transforme em um caso real é o que os leva a optar pelo pagamento.

Mas fontes afirmam que a questão não se limita aos grupos terroristas de al-Julani.

Segundo seus depoimentos, as práticas se estendem à participação da polícia e da segurança rodoviária, formando uma rede que inclui os grupos terroristas de Al-Julani, a polícia e a segurança rodoviária, além de informantes das aldeias e bairros. As delegacias de polícia que são abertas nas aldeias são um importante centro de operações de extorsão, e não um local para manter a segurança e fazer cumprir a lei.

Fontes afirmam que a segurança e a polícia dividem o dinheiro entre si e que, quando o xeique responsável por eles descobre isso, uma parte também vai para ele.

Quanto aos informantes, as fontes dizem que sua participação se limita a salários mensais que variam entre US$ 150 e US$ 200.

Dessa forma, as fontes descrevem o que está acontecendo como um método que se transforma em uma rede de máfias e gangues, na qual o informante é quem aponta a pessoa, e as forças de segurança são as que têm a capacidade de prender e fabricar acusações, enquanto o dinheiro é a forma como o assunto termina.

O site “The Syrian Truth” não possui, no momento, provas independentes para comprovar todos esses relatos, mas conversou com diversas fontes e jovens de diferentes regiões, que deram depoimentos semelhantes sobre o método de extorsão, os valores exigidos e a ameaça de forjar uma acusação de posse de armas.

O jornal “The Syrian Truth” também confirma que possui os nomes de um grande número de informantes cujos nomes foram mencionados nesses depoimentos, mas prefere mantê-los confidenciais por enquanto.

Ao mesmo tempo, o “Verdade Síria” condena a prática de permitir que outras pessoas portem armas abertamente simplesmente por pertencerem à seita sunita, enquanto aqueles que portam armas de outras seitas são chantageados e falsamente acusados ​​de posse de armas, de acordo com depoimentos de fontes.

“A Verdade Síria” exige uma intervenção urgente e imediata para pôr fim às táticas gangsterescas que os grupos terroristas de Al-Julani, a polícia e a segurança rodoviária são acusados ​​de seguir, e para investigar esses testemunhos e responsabilizar os culpados, caso sejam comprovados.

O documento também apela às organizações internacionais relevantes para que intervenham, apoiem e respondam aos apelos dos moradores que afirmam estar sendo submetidos a táticas de intimidação e extorsão praticadas por gangues.

Para os jovens que se manifestaram, a questão não era mais simplesmente uma questão de posse de armas.

Segundo relatos, a equação é mais simples e mais perigosa: pagar o dinheiro ou ir para a cadeia.


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